Seguros Corporativos: o Guia Completo do Programa que Protege a Empresa Brasileira em 2026

Gestão de risco
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Uma empresa pode investir milhões em tecnologia, ampliar sua capacidade produtiva, conquistar grandes contratos e profissionalizar sua gestão. Ainda assim, permanecer vulnerável por um motivo pouco perceptível: acreditar que possuir várias apólices significa estar realmente protegida. Na prática, o maior risco nem sempre é a ausência de seguro. É a falsa sensação de cobertura criada por um programa construído de forma fragmentada.

Essa realidade se tornou mais evidente nos últimos anos. O patrimônio físico continua exposto a incêndios, eventos climáticos e interrupções operacionais. A transformação digital ampliou a responsabilidade sobre dados e sistemas. Contratos mais complexos aumentaram a exposição à responsabilidade civil e profissional. Ao mesmo tempo, executivos passaram a responder pessoalmente por decisões estratégicas com muito mais frequência. Cada um desses riscos possui dinâmica própria e exige coberturas específicas. O problema é que eles raramente acontecem de forma isolada.

É justamente dessa complexidade que nasce a necessidade de um programa corporativo de seguros. Diferentemente da contratação de apólices independentes, um programa corporativo integra diferentes linhas de seguro para proteger todas as dimensões da operação, evitando lacunas, sobreposições de cobertura e incompatibilidades entre contratos. O objetivo deixa de ser apenas indenizar um prejuízo e passa a garantir a continuidade do negócio quando um evento relevante coloca a empresa sob pressão.

Na REP, essa lógica é representada pela Pirâmide de Proteção Empresarial, um modelo consultivo que organiza as coberturas conforme o nível de exposição de cada organização. Na base estão os riscos essenciais à continuidade operacional. Nos níveis intermediários, as coberturas relacionadas à atividade da empresa e ao seu setor. No topo, estão os riscos menos frequentes, porém capazes de gerar impactos financeiros e reputacionais expressivos. A estrutura da pirâmide muda conforme o perfil da empresa, mas o princípio permanece o mesmo: proteger o negócio de forma integrada, e não por meio de decisões isoladas.

Neste artigo, você vai entender como funciona um programa corporativo de seguros, quais são as principais camadas de proteção para empresas brasileiras, como identificar lacunas no programa atual e quais critérios devem orientar a estruturação de uma cobertura alinhada aos riscos reais da operação.

Como o mercado brasileiro de seguros corporativos se estruturou em 2026

O CFO ou o gerente de riscos que estrutura o programa de seguros corporativos em 2026 opera em um mercado significativamente diferente do que existia há uma década. Cinco vetores estruturais mudaram o desenho típico do programa corporativo brasileiro, e cada um deles precisa aparecer explicitamente no diagnóstico.

A judicialização de disputas empresariais cresceu de forma consistente

Decisões dos tribunais superiores brasileiros ampliaram a responsabilização civil de empresas em modalidades específicas: consumo, ambiental, trabalho, proteção de dados, responsabilidade contratual em cadeias produtivas. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem orientação predominante sobre responsabilidade civil objetiva em relações de consumo, com aplicação ampla do Código de Defesa do Consumidor. A responsabilidade subsidiária de tomadores de serviço em contratos de terceirização foi consolidada em precedente vinculante do Tribunal Superior do Trabalho.

Cada uma dessas mudanças jurisprudenciais amplia camadas específicas do programa corporativo. A empresa responde mais amplamente hoje pelos danos que sua atividade produz, e o valor típico em disputa cresceu de forma proporcional.

O ambiente climático virou variável estrutural

O Brasil registrou nos últimos anos eventos climáticos de escala extrema com impacto documentado sobre patrimônio empresarial. Enchentes históricas no Rio Grande do Sul em 2024 geraram danos totais estimados em R$ 88,9 bilhões, segundo levantamento consolidado por BID, Cepal e Banco Mundial. O Super El Niño 2026-2027 atingiu em julho a maior intensidade jamais observada para o mês, com projeção de anomalia de +3,6°C no pico entre outubro e dezembro, segundo a MetSul Meteorologia. Eventos hidrológicos em número recorde foram registrados ao longo de 2025 pelo Cemaden.

Programas corporativos calibrados para clima "normal" enfrentam pressão estrutural nos próximos ciclos. Coberturas específicas para eventos climáticos (patrimonial ampliado, contingent business interruption, RC ambiental) deixaram de ser opcionais em setores com exposição direta.

A regulação setorial multi-autoridade se intensificou

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) entrou em fase de aplicação efetiva de sanções administrativas previstas na LGPD a partir de 2023. Agências reguladoras setoriais (ANVISA, ANS, Anatel, Aneel, ANP, Susep) intensificaram fiscalização sobre setores regulados, com sanções acumuláveis à responsabilidade civil na esfera judicial. O Ministério Público ampliou atuação em ações civis públicas, especialmente em consumo, ambiental e direitos coletivos.

Cada uma dessas frentes adiciona camada regulatória ao programa corporativo. E as camadas se somam, não se substituem.

Contratos B2B ampliaram exigências de cobertura mínima

É cada vez mais comum que contratos de fornecimento, prestação de serviço e operação em ambiente de cliente estabeleçam cláusulas de exigência de apólice em valor mínimo estipulado, com renovação anual obrigatória e comprovação prévia à assinatura. Empresas que atendem clientes corporativos de grande porte frequentemente encontram essa exigência no anexo de compliance do contrato, cobrindo linhas específicas como responsabilidade civil, patrimonial, cyber, D&O e transporte de cargas.

Isso significa que o programa corporativo deixou de ser decisão puramente interna. Virou requisito contratual cumprido continuamente, com renovação em ciclos que a empresa precisa gerenciar ativamente.

A cadeia digital ampliou a exposição indireta

Poucas operações brasileiras mapeiam com precisão a extensão da dependência que possuem de fornecedores digitais críticos. Provedores de cloud, gateways de pagamento, plataformas de autenticação, ferramentas de observabilidade, APIs externas. Cada elo amplia a superfície de exposição indireta, e incidentes originados em fornecedores externos passaram a afetar múltiplas empresas contratantes simultaneamente.

Programas corporativos calibrados apenas para o perímetro interno da operação deixam esse vetor externo descoberto. Coberturas específicas de contingent business interruption e sublimites cyber para responsabilidade sobre cadeia digital passaram a ser componentes centrais de programas maduros.

As camadas da Pirâmide de Proteção Empresarial

A Pirâmide de Proteção Empresarial organiza o programa corporativo em três níveis hierárquicos, com camadas específicas em cada nível. A base cobre riscos obrigatórios e básicos. Os níveis intermediários cobrem riscos específicos por atividade e setor. O topo cobre proteção do executivo e eventos de baixa frequência mas alto impacto.

Ordem de contratação e peso relativo de cada camada dependem do perfil da operação, do porte da empresa, do setor de atuação e do estágio de maturidade do programa de seguros corporativos. Mas a lógica de camadas ordenadas é constante em todos os desenhos.

Nível 1 (base): patrimonial, responsabilidade civil e frota

Na base da pirâmide estão as coberturas que atingem toda empresa que opera com ativo físico, presta serviço a terceiros ou movimenta veículo próprio. É a fundação dos seguros corporativos, e nenhuma operação industrial, logística, comercial ou de serviços deveria operar sem essa base bem estruturada.

Seguro Patrimonial responde ao dano físico direto sobre edificação, conteúdo, maquinário, estoque e ativos operacionais em decorrência de eventos súbitos e imprevistos. Cobre incêndio, dano elétrico, roubo, danos por água e demais eventos previstos no contrato. Inclui a cobertura crítica de Lucros Cessantes, que sustenta a operação durante o período de paralisação por sinistro coberto. Sem Lucros Cessantes bem dimensionado, o programa patrimonial responde à metade do sinistro em cenários severos e deixa a outra metade descoberta.

Responsabilidade Civil Empresarial responde por danos causados a terceiros no exercício da atividade da empresa. Cobre RC Operações (dano por atividade normal), RC Produtos (dano por produto ao consumidor), RC Empregador (dano ao colaborador em contextos específicos), RC Ambiental (poluição súbita), e cláusulas contratuais específicas assumidas em contratos B2B.

Frota cobre veículos próprios da operação, com responsabilidade civil sobre terceiros e cobertura patrimonial dos veículos. Modalidade obrigatória para operações que movimentam frota própria significativa em ambiente urbano ou rodoviário.

Nível 2 (intermediário): coberturas específicas por atividade

Este nível cobre riscos que dependem da atividade específica da empresa, do setor de atuação e do perfil operacional. Não é obrigatório para toda operação, mas é essencial em contextos específicos.

Cyber Empresarial cobre incidentes cibernéticos com desdobramentos que vão de comprometimento de sistemas próprios a responsabilidade civil sobre terceiros afetados. Essencial para empresas com processamento de dados relevante, operação digital ou dependência de infraestrutura tecnológica. Em operações SaaS e plataformas digitais, tem sublimites específicos para ambiente multi-tenant e responsabilidade sobre base de clientes.

Transporte de Cargas cobre a mercadoria em trânsito entre origem e destino, com modalidades específicas (RCTR-C, RCF-DC, seguro do embarcador) conforme quem contrata e o interesse contratual sobre a carga. Essencial para operações logísticas, industriais com distribuição própria, importadoras e exportadoras.

E&O (Errors and Omissions) ou RC Profissional cobre danos causados a clientes por erro técnico em serviços de conhecimento especializado. Essencial para consultorias, empresas de tecnologia, engenharia, advocacia, arquitetura, auditoria e demais atividades que entregam serviço profissional.

Seguro Garantia libera capital de giro que seria alocado em fiança bancária para garantir contratos, licitações públicas ou obrigações judiciais. Essencial para empresas que atendem o setor público via Lei nº 14.133/2021 e para operações com contratos B2B que exigem garantia contratual.

RC Ambiental Ampliada cobre poluição gradual (não súbita) e responsabilidade civil ambiental de longo prazo. Essencial para operações com potencial poluidor estrutural ou operação em áreas ambientalmente sensíveis.

Nível 3 (topo): proteção do executivo e eventos de alto impacto

O topo da pirâmide cobre exposições específicas dos administradores e eventos que têm baixa frequência mas alto impacto quando ocorrem.

D&O (Directors and Officers) protege presidentes, CEOs, diretores estatutários, membros de conselho, sócios-administradores e conselheiros fiscais contra reclamações por decisões de gestão. Essencial em companhias abertas, empresas com fundo de investimento, operações com conselho consultivo ou de administração formalizado, e empresas em processos de preparação para eventos de liquidez.

RC Cruzada e Cláusulas Especiais cobrem contextos operacionais com múltiplos segurados na mesma apólice, consórcios técnicos, joint ventures, contratos com responsabilidade solidária ou subsidiária. Essencial em operações compartilhadas ou em grandes projetos com múltiplas partes envolvidas.

Coberturas Excedentes (Umbrella) ampliam o limite por sinistro e o agregado anual das apólices principais em contextos de exposição elevada. Essencial em setores com histórico de disputas de alto valor (construção pesada, indústria química, farmacêutica, transporte de cargas perigosas) ou em empresas com portfólio significativo de contratos B2B que exigem apólices em valores muito superiores à cobertura básica.

Coberturas Internacionais cobrem operações cross-border, cadeia global de fornecedores, executivos em viagem, sedes ou filiais no exterior. Essenciais em empresas com operação internacional ou dependência estrutural de cadeia global.

Como diagnosticar o próprio programa antes de contratar ou renovar

O CFO ou o gerente de riscos que estrutura programa corporativo competente faz cinco diagnósticos técnicos antes de qualquer conversa sobre apólice. Cada diagnóstico ilumina uma dimensão específica da exposição da empresa, e as cinco respostas juntas produzem o mapa que a Pirâmide de Proteção Empresarial precisa refletir.

Diagnóstico 1: portfólio patrimonial atualizado

Primeiro diagnóstico: o levantamento atualizado do valor de reposição dos cinco componentes do patrimônio empresarial (edificação, maquinário, mobiliário, estoque, valores). Valor contábil histórico não é valor de reposição. Uma edificação industrial construída há dez anos tem valor contábil depreciado, mas o custo de reposição a preços de 2026 pode ser significativamente superior. A distância entre esses dois números é onde o Gap Patrimonial se instala silenciosamente.

Diagnóstico 2: mapeamento do portfólio de contratos B2B

Segundo diagnóstico: o levantamento sistemático dos contratos B2B ativos com cláusulas de responsabilidade civil, exigência de apólice mínima, penalidades por descumprimento ou indenização contratual assumida. Cada uma dessas cláusulas amplia o Perímetro de Responsabilidade Empresarial em direção específica, e o programa precisa refletir essa ampliação.

Diagnóstico 3: diagnóstico de exposição regulatória setorial

Terceiro diagnóstico: o mapa de autoridades reguladoras que atuam sobre a atividade da empresa, com padrão de fiscalização atual, histórico setorial de sanções e interação típica entre sanção administrativa e ações judiciais civis subsequentes. Setores altamente regulados (financeiro, saúde, telecom, energia, seguros, farmacêutico) têm perímetro regulatório denso que precisa aparecer no dimensionamento.

Diagnóstico 4: dependências digitais e cadeia externa

Quarto diagnóstico: o mapeamento das dependências digitais críticas (cloud, APIs, gateways, plataformas de autenticação), com identificação dos fornecedores cuja paralisação para a operação em janela curta. Cada dependência mapeada gera decisão sobre cobertura complementar (contingent business interruption, cyber com sublimite específico para cadeia) ou sobre mitigação operacional (diversificação, redundância, plano de continuidade).

Diagnóstico 5: perfil do time executivo e da governança

Quinto diagnóstico: o levantamento do perfil dos administradores estatutários, membros de conselho, tomadores de decisão relevante, com atenção a exposições específicas do momento (rodada de captação em curso, evento de liquidez planejado, formalização de conselho consultivo). Cada momento amplia a exposição individual dos administradores em direção específica, e o D&O precisa refletir esse perfil.

Feitos os cinco diagnósticos, o CFO ou o gerente de riscos passa a operar com um mapa preciso da exposição real da empresa. Só então a conversa sobre programa corporativo faz sentido técnico.

Os cinco erros mais recorrentes em programas de seguros corporativos mal estruturados

Análises de programa corporativo em empresas brasileiras de médio e grande porte apontam cinco erros recorrentes que se repetem com regularidade nos programas de seguros corporativos do país. Cada um deles vira gap específico entre exposição real e cobertura contratada, e cada um vira problema no momento do sinistro.

Erro 1: apólices contratadas em momentos diferentes sem articulação

O erro mais comum. A empresa contratou patrimonial há cinco anos com corretora X. Depois contratou D&O há três anos com corretora Y, quando entrou fundo de investimento. Depois contratou cyber há um ano com corretora Z, após um incidente com fornecedor. Cada apólice tem lógica própria, sublimites próprios e articulação inexistente com as demais. Programa corporativo não é soma de apólices contratadas em momentos diferentes. É arquitetura integrada.

Erro 2: dimensionamento por faturamento em vez de exposição real

Segundo erro recorrente. A empresa dimensionou a apólice patrimonial pelo valor contábil do ativo. Dimensionou o E&O pelo faturamento total. Dimensionou o D&O pelo padrão médio do mercado. Nenhum dos três dimensionamentos considera a exposição real da operação específica. O resultado é subseguro estrutural em modalidades críticas.

Erro 3: sublimites simbólicos em modalidades específicas

Terceiro erro. O limite total da apólice de responsabilidade civil parece adequado (R$ 5 milhões, R$ 10 milhões), mas o sublimite específico da modalidade que a empresa efetivamente enfrenta (RC Produtos, RC Ambiental, RC Empregador) é simbólico. No momento do sinistro, o sublimite esgota rapidamente e o restante do custo vai para recursos próprios.

Erro 4: ausência de coberturas de exposição indireta

Quarto erro. O programa cobre bem o perímetro interno da operação, mas não tem coberturas para exposições indiretas: contingent business interruption para fornecedor crítico, sublimite cyber para cadeia digital, cobertura para paralisação por evento em cliente crítico. Quando o incidente chega pela cadeia externa, a empresa descobre que o vetor não estava mapeado.

Erro 5: renovação mecânica sem revisão estruturada

Quinto erro, e talvez o mais estrutural. A empresa renova a apólice a cada 12 meses com correção monetária sobre o valor histórico, sem revisão do portfólio de contratos B2B, sem atualização da avaliação patrimonial, sem mapeamento de novas dependências digitais, sem consideração de novas exposições regulatórias. O subseguro se acumula silenciosamente entre uma renovação e outra, e o descolamento entre exposição real e cobertura contratada só aparece no primeiro sinistro relevante do novo patamar operacional.

Os pilares dos seguros corporativos REP: guias detalhados por linha

Para cada linha da Pirâmide de Proteção Empresarial, a REP mantém guia detalhado que aprofunda os aspectos técnicos, cláusulas específicas, dimensionamento e casos práticos. Os guias abaixo compõem a biblioteca de referência dos seguros corporativos em 2026.

Nível 1: base do programa

Seguro Patrimonial: Como o Gap Patrimonial se instala silenciosamente na maioria das operações, os cinco riscos que efetivamente ameaçam o patrimônio empresarial, e a Arquitetura do Patrimônio Segurado como framework de dimensionamento das cinco camadas centrais.

Lucros Cessantes: Por que Lucros Cessantes é a apólice mais subestimada do programa patrimonial, como o Colapso de Continuidade Operacional se manifesta em cenários reais, e como dimensionar corretamente o período de indenização em função do prazo realista de reposição.

Responsabilidade Civil Empresarial: Como o Perímetro de Responsabilidade Empresarial cresceu nos últimos anos, as cinco modalidades de RC (Operações, Produtos, Empregador, Ambiental, Cruzada), e como calibrar sublimites em função do portfólio real de disputas e do perfil setorial.

Nível 2: coberturas específicas por atividade

Seguros para Empresas de Tecnologia: Como o perfil de risco da empresa digital mudou nos últimos anos, os quatro riscos que efetivamente ameaçam operações de tecnologia, e a Pilha Corporativa da Empresa Digital como framework de dimensionamento das camadas centrais e complementares por estágio de maturidade.

Seguro Cyber Empresarial:  como o Custo Total do Incidente Cibernético se materializa em cinco camadas simultâneas, o que a apólice cobre além da resposta técnica ao incidente, e como estruturar sublimites específicos para operações com processamento de dados relevante ou ambiente multi-tenant.

E&O e RC Profissional: Como o Risco da Promessa Técnica se manifesta em cadeia contratual longa, a diferença entre RC Geral e RC Profissional, e como calibrar a apólice ao portfólio real de contratos B2B em setores de conhecimento especializado.

Transporte de Cargas: Como o Patrimônio em Movimento se estrutura como categoria específica de risco fora do perímetro físico do estabelecimento, a diferença entre RCTR-C, RCF-DC e seguro do embarcador, e como calibrar a cobertura pela concentração geográfica de risco e pelo perfil da carga transportada.

Nível 3: topo do programa

Seguro D&O: Como a Fronteira Patrimonial do Executivo se manifesta em decisões relevantes de gestão, cinco perfis de exposição no mercado brasileiro atual (companhia aberta, instituição financeira, setor regulado, empresa familiar, conselheiro independente), e a decisão contratual crítica entre modalidade claims-made e cobertura de cauda.

O que separa um programa protegido de um programa exposto

O CFO ou o gerente de riscos que enfrenta a decisão sobre programa corporativo em 2026 tem duas trajetórias possíveis à frente, e a diferença raramente está no valor total investido em prêmio. Está no que foi dimensionado antes.

→ A empresa protegida mapeou o portfólio patrimonial atualizado, os contratos B2B ativos, a exposição regulatória setorial, as dependências digitais críticas e o perfil do time executivo antes de estruturar o programa.

A empresa exposta contratou apólices em momentos diferentes, com corretoras diferentes, sem que ninguém tivesse o mapa completo da exposição real da operação.

→ A empresa protegida integrou o programa em arquitetura articulada, com cada camada calibrada em função do papel específico dela dentro da Pirâmide de Proteção Empresarial.

A empresa exposta acumulou apólices soltas que se sobrepõem em coberturas similares e deixam gaps entre modalidades críticas.

→ A empresa protegida revisa o programa a cada 12 meses com ciclo estruturado de auditoria, atualização de valor segurado, verificação de cláusulas contratuais assumidas em novos contratos B2B e revisão de sublimites por modalidade.

A empresa exposta renova mecanicamente com correção monetária e acumula subseguro silencioso entre um ciclo e outro.

→ A empresa protegida trabalha com corretora consultiva que realiza os cinco diagnósticos técnicos antes de propor apólice, que calibra a Pirâmide ao perfil real da operação, e que integra o programa às demais linhas do portfólio conforme o estágio de maturidade do negócio.

A empresa exposta contratou pelo padrão médio de mercado e descobriu no primeiro sinistro relevante que o padrão médio quase nunca corresponde à operação específica.

Apólices bem estruturadas não impedem o incêndio, o vazamento de dados, a reclamação de cliente ou a citação judicial contra o administrador. Impedem que qualquer um deles determine o futuro da empresa. A diferença entre reconhecer a Pirâmide de Proteção Empresarial e negá-la aparece na primeira crise relevante, e raramente sobra tempo para corrigir a arquitetura contratual depois que ela chegou.

Perguntas que executivos fazem sobre programa corporativo de seguros

O que são seguros corporativos?

Seguros corporativos é a expressão que designa o conjunto de apólices contratadas por empresas para proteger patrimônio, responsabilidade civil, decisões de gestão, dados, continuidade operacional e demais dimensões específicas da atividade empresarial. Diferente de seguros de pessoa física ou seguros de consumo, os corporativos são estruturados em programa integrado, com múltiplas linhas articuladas entre si, sublimites específicos por modalidade e dimensionamento calibrado ao perfil real da operação.

Quais seguros uma empresa precisa contratar?

Depende do perfil da operação, do porte da empresa, do setor de atuação e do estágio de maturidade do negócio. O programa mínimo típico inclui Seguro Patrimonial com Lucros Cessantes, Responsabilidade Civil Empresarial e Frota. Camadas específicas por atividade (Cyber, E&O, Transporte de Cargas, Garantia, RC Ambiental) entram conforme o desenho da operação. Camadas de topo (D&O, coberturas excedentes, coberturas internacionais) aparecem em contextos específicos. A definição do escopo exato exige diagnóstico técnico do perfil da empresa realizado por corretora consultiva.

Qual a diferença entre corretora de seguros e seguradora?

Seguradora é a organização que emite a apólice, assume o risco contratual e paga a indenização em caso de sinistro. Corretora é a intermediária que representa o interesse da empresa segurada, realiza o diagnóstico técnico do perfil de exposição, negocia com múltiplas seguradoras para calibrar a apólice ao perfil real, e acompanha o programa ao longo do tempo com revisão periódica. Corretora consultiva difere de corretora transacional pelo grau de aprofundamento técnico do diagnóstico e da revisão contínua do programa.

Quanto custa o programa corporativo de seguros de uma empresa?

Depende de múltiplos fatores: porte da operação, setor de atuação, portfólio de contratos B2B, exposição regulatória, dependências digitais, perfil do time executivo, histórico de sinistralidade, valor total segurado e desenho específico das camadas contratadas. Como referência genérica não é útil para o dimensionamento correto, a cotação técnica realizada por corretora consultiva reflete o perfil real da operação em questão.

Vale a pena contratar programa corporativo pela corretora ou direto na seguradora?

Contratação direta na seguradora funciona para produtos padronizados e operações de perfil simples. Programa corporativo de médio e grande porte, com múltiplas linhas articuladas, sublimites específicos, cláusulas contratuais assumidas em contratos B2B e revisão periódica, exige customização técnica que a seguradora não desenha sozinha. Corretora consultiva realiza os cinco diagnósticos técnicos que antecedem a contratação, calibra a Pirâmide de Proteção Empresarial ao perfil real da operação, e integra o programa às demais linhas conforme o estágio de maturidade do negócio.

Quando revisar o programa corporativo?

O programa corporativo precisa ser revisado em ciclos anuais estruturados, com auditoria completa das cinco dimensões de exposição, atualização do valor segurado, verificação de cláusulas contratuais assumidas em novos contratos B2B, e revisão de sublimites por modalidade. Revisões extraordinárias precisam acontecer em momentos específicos: crescimento operacional significativo, aquisição ou fusão, entrada de novo fundo de investimento, expansão geográfica, mudança de setor ou de perfil de operação. Renovação mecânica com correção monetária sobre o valor histórico produz subseguro estrutural em empresa que cresce.

A REP estrutura programas corporativos calibrados para a Pirâmide de Proteção Empresarial

Atuando como especialista em gerenciamento de riscos e consultoria de serviços securitários há 40 anos no mercado brasileiro, a REP Seguros conta com mais de R$ 400 bilhões em patrimônios segurados e presença em mais de 160 países por meio de redes internacionais. Para empresas que precisam estruturar programa corporativo pela primeira vez ou auditar as apólices vigentes, a REP realiza os cinco diagnósticos técnicos que dimensionam a exposição real da operação, calibra cada camada da Pirâmide de Proteção Empresarial ao perfil específico do negócio, e integra todas as linhas em arquitetura articulada com revisão periódica em ciclos estruturados.

Fale com seu executivo REP.