Foram R$ 88,9 bilhões em perdas e danos registrados no Rio Grande do Sul em 2024, e apenas R$ 6 bilhões foram cobertos por seguros. Esse dado é alarmante, e ninguém gostaria que isso se repetisse, no entanto, as previsões climáticas não são favoráveis. Entre agosto e outubro de 2026, a probabilidade de formação do novo El Niño é inevitável segundo a NOAA, e modelos do INPEe do INMET apontam que o Sul do Brasil pode enfrentar inundações de escala comparável às mesmas da catástrofe.
Em abril de 2024, 478 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul foram atingidos por chuvas que ninguém chamou de surpresa. O fenômeno tinha sido monitorado, previsto, publicado em boletins técnicos. O que ninguém havia feito, na escala necessária, era preparar as operações para o que estava por vir. Indústrias pararam. Cadeias logísticas colapsaram. Fornecedores desapareceram por semanas. E quando a água baixou, a conta chegou:segundo estudo conjunto do Banco Interamericano de Desenvolvimento, da CEPAL edo Grupo Banco Mundial, mais de R$ 82 bilhões em risco não estavam segurados.
Dois ano s depois, o ciclo se anuncia novamente. As previsões da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos indicam probabilidade acima de 90% de formação de um Super El Niño a partir da primavera do Hemisfério Sul, com potencial de se tornar o evento mais intenso das últimas décadas. Modelos climáticos do INPE e do INMET confirmam o padrão clássico: excesso de chuvas no Sul, secas severas no Norte e no Nordeste, calor acima da média e distribuição irregular de precipitação no Centro-Oeste.
Nesse artigo, você vai entender o que é o El Niño e como ele age no território brasileiro, quais setores empresariais estão mais expostos no fenômeno do El Niño em 2026, de que forma os riscos climáticos se traduzem em perdas operacionais e financeiras concretas, qual é o gap de proteção que transforma eventos previsíveis em crises sem cobertura, e quais decisões as empresas precisam tomar antes que o fenômeno se consolide.
El Niño no Brasil: o que o fenômeno faz com o clima e porque 2026 é diferente?
El Niño é o aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Quando esse aquecimento ocorre, ele altera os padrões de circulação atmosférica em escala global, redistribuindo um idade,temperatura e ventos de maneira que desequilibra regimes de chuva em múltiplos continentes ao mesmo tempo. No Brasil, os efeitos não são uniformes, e isso é exatamente o que torna o fenômeno tão complexo para a gestão de risco corporativa.
No Sul, o El Niño intensifica chuvas e aumenta o risco de inundações, alagamentos e deslizamentos. Nos estados do Rio Grande do Sul,Santa Catarina e Paraná, as projeções para 2026 indicam volumes pluviométricos muito acima da média, com potencial de repetição dos cenários catastróficos de 2024.
Por outro lado, nas regiões Norte e no Nordeste, o fenômeno provoca o oposto: secas prolongadas que comprometem reservatórios, afetam a navegação fluvial e destroem lavouras. Já no Centro-Oeste, o Cerrado enfrenta calor acima da média e veranicos que intensificam queimadas e reduzem produtividade agrícola. Aliás, em 2023, o Mato Grosso registrou apenas 760 mm de chuva ao longo de todo o ano, segundo dados do INMET, um dos menores índices da história, coincidindo com o ciclo anterior de El Niño.
Mas o que torna 2026 diferente de todos os episódios anteriores é o contexto em que o fenômeno chega. O planeta está significativamente mais quente do que durante os eventos de 1997-98 e de 2015-16. Os oceanos acumulam mais energia térmica, a atmosfera retém mais calor, e os extremos climáticos que antes eram excepcionais tornaram-se parte do padrão operacional. Segundo o relatório do Swiss Re Institute, desastres naturais geram perdas globais superiores a US$ 300 bilhões por ano, e uma parcela significativa dessas perdas permanece não segurada.
Um El Niño mais forte, sobre um sistema climático já pressionado pelo aquecimento global, não produz os mesmos efeitos de décadas atrás: as secas ficam mais longas, as chuvas ficam mais intensas, e a janela entre um evento extremo e o próximo se fecha. Ou seja, o risco climático no Brasil deixou de ser episódico. Ele se tornou estrutural.
Quais setores empresariais estão mais expostos ao El Niño em 2026?
O El Niño não afeta apenas produtores rurais. Ele atravessa cadeias de abastecimento inteiras e alcança empresas urbanas que nem percebem que estão expostas ao clima. Entender quais setores carregam mais risco neste ciclo é o primeiro passo para uma gestão eficaz da exposição.
Agro
O agronegócio ocupa o centro da vulnerabilidade. Soja,milho, trigo, cana-de-açúcar, café e pecuária estão entre as culturas e atividades mais sensíveis às irregularidades climáticas previstas para 2026. Segundo análise do Bank of America divulgada em maio de 2026, um Super El Niño pode pressionar severamente o fluxo de caixa dos produtores rurais,aumentar inadimplência no crédito agrícola e elevar a sinistralidade nos seguros do campo. A quebra de safra não fica circunscrita à porteira: ela altera preços internacionais, pressiona custos de insumos, interrompe exportações e gera inflação de alimentos com velocidade surpreendente. De acordo com dados, a seca que atingiu o Sul e partes do Centro-Oeste e do Sudeste entre o final de 2022 e o primeiro trimestre de 2023 gerou prejuízos de US$ 15,3 bilhões ao Brasil, equivalentes a R$ 75,5 bilhões, sendo a quarta maior perda econômica associada a eventos climáticos no mundo naquele ano.
Energia
O setor elétrico carrega uma exposição que frequentemente é subestimada nas análises de risco corporativo. O Brasil tem uma matriz energética predominantemente hidrelétrica, o que significa que o desempenho dos reservatórios depende diretamente do regime de chuvas. Quando o El Niño reduz a precipitação nas bacias do Norte e do Nordeste, o sistema elétrico nacional enfrenta volatilidade operacional que pode resultar em bandeiras tarifárias mais altas, risco de racionamento e pressão nos custos de energia para toda a indústria. A distribuição geográfica das chuvas nas bacias do Paraná, do São Francisco e do Tocantins-Araguaia é o fator que determina a segurança energética do país para o segundo semestre de 2026.
Logística
Logística e transportes são impactos indiretos que surgem com força quando as rodovias e ferrovias que atravessam regiões afetadas se tornam inacessíveis. Enchentes bloqueiam estradas, deslizamentos interditam trechos por semanas, e a escassez de mão de obra nas áreas atingidas amplia os prazos de recuperação. Empresas que dependem de fornecedores localizados no Sul do Brasil ou de rotas que atravessam estados vulneráveis precisam mapear essa exposição antes que o sinistro aconteça.
Construção e Engenharia
O setor de construção e infraestrutura carrega exposição dupla: ao risco de dano físico nas obras em andamento, especialmente em regiões com histórico de alagamento, e ao risco de interrupção, quando condições climáticas impedem o avanço dos projetos e geram atrasos contratuais com consequências financeiras. Projetos de engenharia em execução no Sul do Brasil durante o segundo semestre de 2026 precisam de atenção redobrada sobre as coberturas de riscos de engenharia e sobre as cláusulas de força maior dos contratos.
Como o El Niño transforma eventos climáticos em perdas financeiras corporativas?
A maioria das empresas compreende o El Niño como fenômeno meteorológico. Poucas o tratam como o evento de risco financeiro que ele é. Adistância entre essas duas leituras é onde o prejuízo acontece.
A interrupção de negócios é o mecanismo mais direto de conversão do risco climático em perda. Quando inundações invadem uma planta industrial, a empresa não para apenas de produzir: ela para de faturar,continua gerando custos fixos, perde contratos que não consegue honrar e enfrenta prazos de recuperação que frequentemente excedem a expectativa inicial. Segundo a Revista Apólice, em pequenos e médios negócios, alguns dias de interrupção já são capazes de comprometer a sustentabilidade da operação. Em empresas de maior porte, a conta chega pela cadeia: o fornecedor que parou afeta a linha de produção, que afeta a entrega, que afeta o cliente, que aciona cláusulas contratuais.
A disrupção de cadeia de suprimentos adiciona uma camada decomplexidade que os seguros tradicionais raramente cobrem por padrão. Uma empresa pode estar fisicamente intacta e ainda assim sofrer perdas significativas porque seu fornecedor de componentes críticos está em uma região inundada, porque a transportadora não consegue fazer o percurso, ou porque a matéria-prima que vinha do Centro-Oeste foi destruída por seca e queimadas.Esse risco de exposição indireta ao clima é um dos menos mapeados nas carteiras corporativas brasileiras.
O impacto inflacionário fecha o ciclo de perdas de uma maneira que afeta até mesmo as empresas sem operação diretamente exposta ao fenômeno. O Banco Central reconheceu formalmente o impacto inflacionário do El Niño sobre os preços dos alimentos. Quebras de safra elevam o custo das commodities agrícolas, que pressionam os custos de produção de toda a cadeia alimentícia, o que eleva custos operacionais de empresas de todos os setores. Em um ambiente de margens já pressionadas, essa transmissão de custos chega rapidamente ao resultado. O El Niño não é um risco de quem planta. É um risco de quem opera.
Por que eventos previsíveis se tornam crises sem cobertura? Entenda o gap de proteção
A tragédia mais evitável do El Niño não é o evento em si. É a distância entre o que as empresas sabem que pode acontecer e o que elas fizeram para se proteger quando acontece.
As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul produziram a documentação mais clara já registrada sobre o gap de proteção no Brasil.Segundo dados apresentados pela diretora de Sustentabilidade da Confederação Nacional das Seguradoras, Claudia Prates, os prejuízos das inundações chegarama R$ 100 bilhões. Cerca de 90% das famílias e dos pequenos negócios não tinham cobertura. O estado que possui a quarta maior penetração de seguros do país, o mais alto índice de exposição a eventos climáticos extremos, foi devastado porque a maioria das empresas e das famílias simplesmente não havia transferido o risco.
Esse gap de cobertura tem causas técnicas específicas que precisam ser compreendidas antes da próxima catástrofe. A primeira é a desatualização dos valores segurados: muitas apólices de property têm valores declarados defasados em relação ao custo real de reposição, o que significa que mesmo empresas com cobertura contratada podem receber indenizações insuficientes para reconstruir. A segunda é a ausência de cobertura de interrupção de negócios proporcional ao risco real: a maioria das empresas contrata o período de indenização baseado em estimativas otimistas de recuperação, que raramente se confirmam quando o sinistro é de origem climática e afeta múltiplas empresas simultaneamente. A terceira é a falta de cobertura para a exposição indireta de cadeia de suprimentos, que permanece um risco quase universalmente descoberto.
Existe ainda o que se pode chamar de ilusão de cobertura climática: a empresa contrata um seguro property que, na leitura superficial, parece cobrir eventos climáticos. Mas as exclusões contratuais, os sublimites para eventos de alagamento e as definições técnicas de"inundação" versus "enchente" criam brechas que só se tornam visíveis quando o sinistro já aconteceu. Revisar as apólices antes do evento, com apoio técnico especializado, é o único caminho para saber de fato o que está coberto.
O que as empresas precisam fazer antes que o El Niño se consolide?
O segundo semestre de 2026 é a janela de consolidação do fenômeno, segundo as projeções da NOAA. Isso significa que o período entre junho e julho é o momento de agir, não de monitorar.
Sendo assim, o primeiro passo é o diagnóstico de exposição geográfica e operacional. Toda empresa precisa mapear onde está exposta ao El Niño: quais unidades produtivas estão em regiões de risco de inundação ou seca, quais fornecedores estão localizados em zonas vulneráveis, quais rotas logísticas cruzam regiões historicamente afetadas. Esse mapeamento não é exercício teórico: ele define quais riscos precisam ser mitigados, transferidos ou aceitos conscientemente.
O segundo passo é a revisão das coberturas vigentes com foco específico nos riscos climáticos. Isso inclui a verificação dos valores declarados nas apólices de property, a análise das coberturas de interrupção de negócios e dos períodos de indenização contratados, a revisão das cláusulas de exclusão relacionadas a eventos climáticos, e a avaliação de alternativas para coberturas paramétricas em regiões onde o risco é alto e a cobertura tradicional tem limitações estruturais. O mapeamento de exclusões contratuais deve ser feito por especialista, não pelo departamento jurídico interno.
Logo após, tem a revisão dos planos de continuidade de negócios à luz dos cenários climáticos específicos de 2026. Esse terceiro passo é um plano de continuidade, que se foi desenhado sem considerar as previsões do INPE e do INMET para o segundo semestre do ano já é um plano desatualizado. As hipóteses de interrupção precisam incluir os cenários de seca no Norte e no Nordeste,inundação no Sul, e volatilidade energética em âmbito nacional.
Até aqui, foram análises mais técnicas e o quarto passo é o plano de contingência. Ou seja, a preparação da cadeia de resposta a sinistros: definir previamente quem aciona o seguro, em que prazo, com qual documentação, e como a empresa operará durante o período de recuperação.Seguradoras, resseguradoras e corretores acionados preventivamente antes de um evento climático de grande escala conseguem responder com muito mais eficiência do que quando são contactados em meio ao caos pós-sinistro.
Preparação climática não é gestão de crise. É gestão de risco. A diferença entre as duas é o momento em que a decisão é tomada.
Conclusão
Em 1877, um El Niño de intensidade excepcional dizimou o Nordeste brasileiro. Em 2024, outro ciclo do mesmo fenômeno converteu o Rio Grande do Sul, um estado de alta prosperidade e quarta maior penetração de seguros do país, no maior desastre natural de sua história. A diferença entre esses dois eventos é que, no segundo, a ciência previu o que estava por vir.O que faltou, mais uma vez, foi a resposta empresarial proporcional ao que estava sendo anunciado.
O El Niño de 2026 ainda está se formando. Os modelos indicam sua consolidação no segundo semestre, com probabilidade acima de 90% e potencial de intensidade que preocupa os especialistas. Isso significa que as empresas brasileiras têm, neste momento, algo que raramente existe na gestão de risco: tempo. Tempo para revisar coberturas, mapear exposições, atualizar planos de continuidade e transferir os riscos que ainda estão descobertos.
A pergunta que cada gestor precisa responder não é se o El Niño vai chegar. É o que a empresa vai fazer antes que ele chegue.
Avalie sua exposição ao risco climático antes do próximo evento
A REP Seguros Corporativos realiza diagnósticos de exposição ao risco climático, mapeando onde as coberturas vigentes têm lacunas frente aos cenários previstos pelo INPE, pelo INMET e pelas principais fontes de previsão meteorológica. Com 40 anos de atuação em gerenciamento de riscos corporativos e presença em mais de 160 países via redes internacionais especializadas, a REP identifica o gap entre o risco real que a sua operação enfrenta e as apólices contratadas, e estrutura soluções personalizadas para cada setor e cada região de exposição.
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FAQ: Perguntas frequentes sobre El Niño e risco corporativo
O que é El Niño e por que ele importa para empresas?
El Niño é o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial que altera padrões climáticos em escala global. Para empresas brasileiras, o fenômeno importa porque produz efeitos simultâneos e opostos em diferentes regiões do país: excesso de chuvas e inundações no Sul, secas prolongadas no Norte e no Nordeste, e volatilidade climática no Centro-Oeste.Esses efeitos se traduzem em interrupção de operações, disrupção de cadeia de suprimentos, volatilidade de custos de energia e impacto nos preços de commodities agrícolas.
Quais setores empresariais têm maior exposição ao El Niño no Brasil?
Agronegócio, setor elétrico e indústrias dependentes de commodities agrícolas carregam a exposição mais direta. Mas empresas de logística, construção, manufatura com cadeias de suprimentos no Sul ou no Centro-Oeste e até empresas de serviços com operações em regiões vulneráveis também estão expostas de forma indireta. O El Niño atravessa cadeias inteiras e pode afetar empresas que nem percebem que sua operação depende de insumos,rotas ou fornecedores em zonas de risco climático.
O que é o gap climático de cobertura e como ele afeta minha empresa?
O gap climático de cobertura é a distância entre o risco real de uma empresa e o que suas apólices efetivamente cobrem em caso de evento climático extremo. Nas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, os prejuízos somaram mais de R$80 bilhões imediatos e outras consequências que geraram R$100 bilhões de impacto financeiro, e a cobertura do mercado segurador foi de R$6 bilhões. Esse gap pode resultar de valores segurados desatualizados, ausência de cobertura de interrupção de negócios proporcional ao risco, exclusões contratuais específicas para eventos climáticos e falta de cobertura para exposição indireta de cadeia de suprimentos.
Como revisar meu seguro para me preparar para o El Niño?
A revisão deve incluir a verificação dos valores declarados nas apólices de property em relação ao custo real de reposição, a análise do período de indenização contratado na cobertura de interrupção de negócios, a leitura técnica das cláusulas de exclusão relacionadas a alagamento, enchente e eventos climáticos, e a avaliação de coberturas complementares para exposição de cadeia de suprimentos. Esse trabalho deve ser feito com apoio de especialista em gestão de riscos, não apenas pelo departamento jurídico interno.
O que é um seguro paramétrico e quando ele se aplica ao risco climático?
O seguro paramétrico é uma modalidade em que o pagamento é acionado automaticamente quando um parâmetro climático pré-definido é atingido,como volume de chuva acima de determinado threshold ou temperatura abaixo de certa faixa. Ele é particularmente útil para riscos climáticos em regiões onde a cobertura tradicional tem sublimites elevados ou exclusões estruturais, como em alguns casos de risco de inundação em áreas historicamente alagáveis. A avaliação de quais riscos se beneficiam de cobertura paramétrica depende do perfil de exposição de cada operação.
Com que antecedência devo agir para me preparar para o El Niño de 2026?
O segundo semestre de 2026 é o período de consolidação do fenômeno segundo as projeções da NOAA. Isso significa que o primeiro semestre,e especialmente o período até setembro, é a janela para revisão de coberturas,atualização de planos de continuidade e mapeamento de exposições. Processos de renovação e adequação de apólices demandam tempo técnico. Iniciar esse trabalho após o evento já se consolidar compromete tanto a qualidade das coberturas quanto a capacidade de resposta no momento do sinistro.
O plano de continuidade de negócios da minha empresa cobre riscos climáticos?
A maioria dos planos de continuidade foi desenhada com hipóteses de interrupção baseadas em falhas tecnológicas ou operacionais internas. Poucos foram revisados à luz dos cenários climáticos específicos de cada ciclo de El Niño. Um plano adequado para 2026 precisa contemplar hipóteses de seca no Norte e no Nordeste com impacto no setor elétrico, inundação no Sul com impacto em fornecedores e rotas logísticas, e volatilidade de preços de energia e commodities em âmbito nacional. A atualização dos cenários hipotéticos é o ponto de partida para que o plano seja funcional quando o evento acontecer.
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